7 patrocínios polêmicos que deram o que falar no futebol

Confira as reviravoltas no mundo do marketing esportivo quando canais de tv, sites de conteúdo adulto e prostíbulos resolvem anunciar seus produtos nas camisas dos times.

1. Vasco e SBT


Depois da queda do alambrado de São Januário na final da Copa João Havelange de 2000, Eurico Miranda acusou a Globo de instigar o governo do Rio a suspender o jogo, porque senão iria invadir o espaço da novela Uga Uga na grade de programação. A partida foi remarcada para janeiro de 2001, no Maracanã. E o Vasco entrou com a marca do SBT estampada na camisa. Principal concorrente da Globo na época, a emissora não havia autorizado o uso de seu logotipo. O então presidente do Vasco, Antonio Soares Calçada, disse que não houve provocação: "Foi apenas uma homenagem ao Silvio Santos, que eu conheço há 30 anos".

2. Crefisa e os árbitros


Em 2015, a Federação Paulista de Futebol fechou um contrato de patrocínio com a Crefisa, que passaria a estampar sua marca nos uniformes dos árbitros do Campeonato Paulista. Acontece que a mesma empresa também é parceira do Palmeiras, o que causou estranheza. A Fifa recomendou o cancelamento do contrato, e a federação teve que acatar.

3. E esse site aí...


O Rutherford Raiders, time de futebol da Universidade de Kent, na Inglaterra, estava com dificuldades para arrumar patrocínio. Os problemas acabaram depois de um acordo com o site pornográfico Pornhub, que estampou sua marca na camisa. Quer dizer, os problemas só começaram. A universidade vetou o patrocínio e o caso ganhou repercussão mundial em 2014. O time foi obrigado a remover a marca, mas reclamou da decisão e lembrou que o time de críquete da universidade era patrocinado por uma marca de cerveja, "que também é um produto com restrição de faixa etária".

4. Collina e o Milan


Em 2005, o famoso árbitro italiano Pierluigi Collina estava com 45 anos, idade limite para apitar jogos no país. Mesmo autorizado pela federação a continuar trabalhando, Collina teve que anunciar aposentadoria por outro motivo. Depois de fechar um contrato de patrocínio com a Opel, ele foi acusado de conflito de interesses, já que a empresa também era parceira do Milan. Logo depois que a polêmica estourou, ele convocou uma coletiva para anunciar o fim de sua carreira como juiz.

5. Prostíbulo


Quando o time feminino do FC Pollestres, da França, entrou em campo exibindo na camisa o patrocínio de um prostíbulo, a reação foi imediata. Aproveitando a proximidade com a semana dos direitos das mulheres, no último mês de março, parlamentares da região discursaram contra o anúncio que consideraram "deplorável". O anunciante era o Club Paradise, considerada a maior casa do gênero na Europa. O presidente do time lembrou que as mesmas camisetas tinham sido usadas pelo time masculino sem nenhuma polêmica, e que as jogadoras só as usaram porque estavam precisando de peças com manga comprida.

6. Conflito de interesses?


O Palmeiras já tinha se envolvido em uma polêmica sobre patrocínio em 2012, na final da Copa Kia do Brasil contra o Coritiba. O alviverde também era patrocinado pela Kia, e os erros de arbitragem a favor do time paulista fizeram torcida e dirigentes do Coxa reclamarem de um suposto conflito de interesses.

7. Carne Fraca


Em dezembro de 2016, o Werder Bremen anunciou a extensão do contrato de patrocínio com a Wiesenhof, empresa de alimentos processados que enfrenta acusações de maus tratos a animais. Muitos torcedores do clube alemão desaprovam a parceria e se negam a comprar camisetas com a marca.
7 patrocínios polêmicos que deram o que falar no futebol 7 patrocínios polêmicos que deram o que falar no futebol Reviewed by Rômulo Silva on agosto 05, 2017 Rating: 5

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